Volume de chuva durante o festival
No Rock in Rio de 2026, o volume de chuva registrado ao longo dos sete dias do festival foi de 81 milímetros. Esse número ultrapassa a média habitual de 80,3 milímetros esperada para o mês de setembro na cidade do Rio de Janeiro. Apenas no primeiro dia do evento, em 4 de setembro, não houve chuvas; nos demais dias, o público enfrentou precipitações de diferentes intensidades.
Para detalhar ainda mais, a ocorrência de chuvas nos seguintes dias foi a seguinte: no 5 de setembro, caíram 4,2 mm; no 6 de setembro, 36,2 mm; no 7 de setembro, 15,2 mm; e em dias da segunda semana, as chuvas somaram 10,8 mm no dia 11, 2,2 mm no dia 12 e 12,4 mm no dia 13.
Como a chuva afetou o evento
A instabilidade climática foi provocada pela passagem de duas frentes frias, que resultaram na significativa quantidade de chuva durante o festival. Segundo a meteorologista Hana Silveira, do Climatempo, o fenômeno El Niño não causou diretamente as chuvas, embora tenha influencia no clima da região.
A necessidade de proteção contra a chuva fez com que os participantes do Rock in Rio optassem por capas de chuva, já que os guarda-chuvas eram proibidos dentro da Cidade do Rock. Esta situação levou muitos a abandonarem suas tentativas de entrar com guarda-chuvas, criando um cenário peculiar no festival, onde capas de chuva se tornaram um acessório comum entre os visitantes.
Interações do público com a chuva
Apesar das dificuldades trazidas pela chuva no Rock in Rio, a vice-presidente da Rock World, Roberta Medina, destacou que as condições climáticas contribuíram para uma interação maior do público. Ela observou que muitos festivaleiros deixaram de lado seus celulares por receio de danificá-los, o que os fez aproveitar mais a experiência dos shows e atividades do evento. Durante uma declaração divertida, Roberta mencionou que “a chuva foi um dos nossos artistas este ano”, ressaltando o papel que as intempéries desempenharam na experiência geral do festival.
Para Medina, situações como a formação de poças d’água fazem parte de eventos ao ar livre e não são passíveis de controle. Ao longo das edições, ela enfatizou que desafios do tempo, como as chuvas, são parte do que torna cada festival único, sendo uma experiência que se adapta à natureza.



